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Canada is musica para os ouvidos de Rafael Bianzeno

Muitos brasileiros pensam em sair do pai­s para estudar e vivenciar um interci¢mbio cultural, mas uma duvida muito comum is se irao conseguir emprego em sua area de trabalho. O paulista Rafael Bianzeno is musico e atua na area no Canada, mas para isso foi preciso muita persistencia e coragem para enfrentar uma nova realidade no Canada. Rafael leciona em duas escolas de musica em Vancouver, a Bruce Guitars e Ava Music & Art, alem de ser guitarrista das bandas Mob Machine e Balley.
Brazilian Vibe – Quando voce percebeu que trabalhar com musica seria o seu futuro?
Rafael Bianzeno – Desde que ganhei o meu primeiro violao aos 11 anos e minha primeira guitarra elistrica do meu avi´, quando eu tinha 13 anos, sempre soube que gostaria de trabalhar com musica, mas a certeza veio quando comecei a tocar profissionalmente em bandas da minha regiao em meados de 1998. Minha primeira apresentacao foi nesse mesmo ano, tocando na festa de graduacao do colegial. Logo em seguida, em 2002, comecei a lecionar em algumas escolas da cidade de Bauru e no ano seguinte fui contratado pelo Instituto de Guitarra e Violao Guitarisma para fazer parte do corpo docente.
Apos concluir o curso de violao classico no Conservatorio Musical Pio XII, ingressei em Fevereiro de 2003 no curso de bacharelado em musica, (instrumento Guitarra), na Universidade do Sagrado Coracao (USC). O curso teve a duracao de 5 anos e foi conclui­do com a apresentacao do trabalho de conclusao de curso apresentado em Julho de 2008.
BV – O que voce mais gosta na profissao de musico?
RB -A O que eu mais gosto is poder viver todo dia uma novidade. Quando voce ensina uma quantidade grande de alunos, is muito interessante ver a diferenca entre eles porque um possui um estilo musical diferente do outro. Um dia um determinado aluno quer aprender musicas antigas de muito tempo atras e voce tem que relembrar, uma hora depois outro aluno quer tocar musicas atuais da radio e voce tem que aprender na hora.
Nessa profissao, viajar tambism faz parte. Tive a oportunidade de conhecer muitos lugares com a banda de Heavy Metal Imago Mortis, que integrei nos anos de 2003 i 2007. Viajei por dezenove estados brasileiros durante as nossas tres turnes. Tambism realizamos aberturas de shows para bandas importantes do cenario musical como “Exodus“ (San Francisco, USA), “Sepultura“ e “Korzus“.
BV – Qual is a maior diferenca que voce percebe entre o Canada e o Brasil na area de cultura e artes?
RB – Com certeza a arte is mais valorizada no Canada, um exemplo disso is a educacao musical infantil pois as criancas desde cedo sao introduzidas i musica e os pais incentivam o aprendizado em varios instrumentos. Grande parte dos meus alunos estao na faixa etaria de cinco a 10 anos de idade e alguns deles aprendem mais do que um instrumento. Tambism tem aqueles alunos que alism de frequentar escolas de musica, participam de aulas de musica nas escolas elementares.
Outro exemplo dessa diferenca cultural musical is quando alguism no Brasil me perguntava qual era a minha profissao eu respondia: eu sou musico. Logo em seguida, ja escutava outra pergunta: So musico? Se eu perguntar qual is sua profissao e voce responder por exemplo, misdico, nao tem sentido algum eu perguntar em seguida “mas so misdico“?A Pois is, mas com artistas e professores de musica, isso is comum. Infelizmente ainda existe essa cultura por la, mas aqui no Canada quando voce diz que is professor de musica eles ficam impressionados, porque voce esta ensinando alguism a fazer algo, nesse caso, arte.
BV – Como foi o ini­cio da sua atuacao no mercado musical canadense?
RB -A Em Setembro de 2013 me mudei para estudar ingles em Vancouver mas antes de chegar ao Canada ja estava em contato com alguns musicos da cidade. O primeiro contato foi com um guitarrista bem influente aqui que tambism is professor. Consegui agendar algumas aulas com ele logo no meu primeiro mes. No comeco de Outubro, fui convidado por ele para participar de um “ensaio aberto“ (jam session), que is um encontro de musicos locais, em alguns bares e pubs em Port Moody e Burnaby. O estilo musical nas jam sessions era basicamente blues e classic rock. Participei desses encontros por varios meses, foi la que comecei a conhecer os musicos locais.
BV – Depois de estabelecer esses contatos, como que voce se inseriu na cena local?
RB -A Em Outubro de 2013 fui convidado para integrar a banda Mob Machine, que segue o estilo Hard Rock com influencias de Guns N’ Roses e Alter Bridge. A banda vem se apresentando em varias casas de shows da cidade e entrou em estudio para gravar seu novo album em Novembro de 2014 com um produtor influente. Ele possui uma grande experiencia no genero Rock, por ele ter trabalhado na producao e gravacao de bandas como Metallica, Nickelback e Motley Crue.
No mes de Marco de 2014 fui contratado pela escola de musica e loja de instrumentos Bruce Guitars para lecionar guitarra, violao, ukulele, contra-baixo e banjo. Alism de lecionar, tambism trabalho como vendedor na loja e faco algumas regulagens em instrumentos.
BV -A Voce tem algum projeto para difundir a musica brasileira aqui em Vancouver, ou prefere ritmos internacionais?
RB –A Ja toquei ritmos nacionais em algumas festas brasileiras e eventos designados para os jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol, e atualmente toco em festas de alunos internacionais com a banda Balley, criada em Agosto de 2014, porism nosso repertorio consiste em musicas do segmento Pop/Rock Internacional com covers de bandas como, “Marron 5“, “Bruno Mars“, “Santana“ e “The White Stripes“. Em Agosto, nos fizemos uma grande apresentacao para quase mil estudantes internacionais na Robson Square.A Tambism continuo ministrando aulas diariamente para ex-alunos do Brasil via skype.
BV – Qual is o seu conselho para quem tem a intencao de atuar no mercado musical de Vancouver?
RB – O meu conselho is ser persistente e focar no seu trabalho. Nao podemos desistir depois de receber o primeiro nao e principalmente nao devemos achar que nao somos capazes de conseguir o trabalho por nao sermos canadenses. Aqui a qualidade do trabalho is muito valorizada independente da sua nacionalidade e idade.

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