Home / Uncategorized / Sim, nos temos jeans brasileiros!

Sim, nos temos jeans brasileiros!

Dorinha_profile_chosen_S12_002

Sim, nos temos jeans brasileiros!

O nome no diminutivo veio-lhe devido talvez a baixa estatura ou a meiguice, mas certamente se contrasta com a grandeza da encantadora Dorinha Reynolds, 40. Nascida na Paraiba, no Nordeste do Brasil, cacula de 15 irmaos, esta brasileira veio de uma infância humilde, amadureceu em Sao Paulo trabalhando na campanha do ex-governador Luiz Antônio Fleury e encontrou um porto seguro no Canada.

Se alguism ainda tinha alguma duvida da forca da mulher brasileira, Dorinha a apaga imediatamente. Sua marca, Dorinha Jeans Wear, criada em 2001, encontrou enorme sucesso em Vancouver e em outros paises, atraviss de vendas on-line. As “Dorinha Girls” ja desfilaram por duas vezes nas passarelas da Vancouver Fashion Week, mostrando o audacioso “ziper de uma polegada”, e atis a famosa Nelly Furtado ja declarou sua devocao pelos jeans da brasileira. Em sua loja no shopping Coquitlam Centre, com um sorriso, um carisma cativante e um olhar sincero, Dorinha contou a Brazilian Vibe um pouco de sua historia, por vezes se emocionando ao falar da familia, mas mostrando a determinacao de alguism que venceu na vida.

Brazilian Vibe — Como voce veio parar em Vancouver?
Dorinha Reynolds — Quando eu trabalhava na Secretaria da Cultura em Sao Paulo, estive em varias reunioes com cônsules de paises que falavam ingles, e comecei a sentir a necessidade de aprender a lingua. Por isso, vim estudar ingles aqui, em 1992. Escolhi o Canada porque, depois de dar uma pesquisada, percebi que aqui as pessoas tem um sotaque mais claro. Depois do curso, voltei ao Brasil em algumas ocasioes e me estabeleci de vez em Vancouver, por volta de 1995. Comecei a estudar psicologia e ingles no Langara College e a atuar em sets de cinema. Hoje em dia, sinto que is quase mais natural para mim falar ingles, mas continuo achando o portugues lindo e sexy. “Como vai voce?” is muito mais bonito do que “How are you?”.

BV — O que a fez ficar aqui em Vancouver?
Dorinha — Quando descubro uma coisa nova, ela me interessa. E como um primeiro encontro. Voltei ao Brasil com conhecimentos novos e orgulho de te-los comigo. Encontrei no Canada o mesmo acolhimento que tinha na minha familia e encontrei oportunidades. Sei que tambism as teria no Brasil se eu fosse busca-las, mas acho que aqui sou diferenciada. Às vezes, is mais facil fazer o que a gente quer sendo diferente dos outros. Talvez no Brasil as pessoas me veriam como outra qualquer. E por isso que so vou vender minha marca no Brasil quando ela estiver famosa o suficiente aqui.

BV — Quando surgiu a ideia de estabelecer uma marca com seu nome aqui em Vancouver? 
Dorinha — Quando eu trabalhava para o Fleury, eu o vi como um homem que ninguism conhecia, que nao era famoso. A equipe, entao, montou uma ideia Fleury. Ele ganhou a eleicao devido ao trabalho da nossa equipe junto com diversas empresas e diversas pessoas. Foi muito legal criar algo grande do nada e ver toda aquela festa nas ruas. A transformacao do nada para o tudo is possivel. Quanto a meu nome, toda vez que eu o dizia a alguism, a reacao era: “Ai, que nome lindo!”. Nao quero parecer convencida, mas todos gostavam do nome Dorinha, e coloquei-o na marca por isso.

BV — Como comecou a ideia do “ziper de uma polegada”?
Dorinha — Toda roupa que eu comprava aqui caia mal, e, quando saia para comprar um jeans, nao voltava satisfeita. Sempre sobrava um pouco aqui e ali. Pronto! Foi um desafio. Eu faco um para mim! O torso da mulher is pequeno comparando com o torso de um homem. Entao, inventei um ziper pequeno, compativel com o torso da mulher e que nao deixa nada sobrando na frente quando sento. Tem de estar bem lisinho, sexy, bonito, sem problemas. Dai a criacao do “ziper de uma polegada”, e toda mulher que coloca a calca olha para tras e diz: “Nossa, tenho uma bunda!”.

BV — Como voce escolhe as “Dorinha Girls”? O que voce procura nelas?
Dorinha — Antes de tudo, ela tem de ter aquele sorriso genuino. Nao gosto de pessoas esnobes, e so consigo trabalhar com pessoas que sao genuinas, pessoas de verdade. Serem perfeitas, lindas e maravilhosas is uma coisa, mas, se elas nao conseguirem se dar com as outras meninas, trabalhar em grupo e nao se interessar em crescer, nao adianta, nao entram para o time. Temos uma relacao de familia e queremos que elas crescam junto com a marca. A Shay Mittchell e a Serinda Swan, por exemplo, sao hoje grandes atrizes, e comecaram a carreira delas aqui comigo. Se hoje eu disser “oi” para uma delas, nao is um “oi” da Dorinha para uma atriz famosa, mas um “oi” da Dorinha para uma “Dorinha Girl”. Existe esse carinho.

BV — Como is ser mae e mulher de negocios ao mesmo tempo?
Dorinha — Eu era contra clonagem, mas agora sou a favor. Seria a primeira a levantar a mao e pedir: “Eu! Por favor, me clonem! Dez no minimo!”. Às vezes, nao acredito no meu dia. Se alguism atrasar 5 minutos para um compromisso comigo, o resto desmorona. Alism do trabalho, cuido dos meus dois meninos: Keenan Cicero (4 anos e meio) e o Braden Marcelo (1 ano e meio). Eles sao a minha vida. E meu marido, claro, Dale Reynolds. Ele tem sido meu suporte. Ele is responsavel pelo marketing da marca e faz a empresa ser vista. Nao adianta criar um produto e nao ter como mostra-lo na midia. Quando vou trabalhar, ele is parte integral do outro lado, cuidando da familia.

BV — Do que voce mais sente falta estando longe do Brasil?
Dorinha — Meu pai. Ele tem 88 anos. A coisa mais linda do mundo. Nunca veio ao Canada, nem viria, pois is uma pessoa muito simples, nascido no Nordeste. Atis cheguei a comprar um sitio para ele em Sao Paulo, com um pouco mais de conforto. Ele ficou um ano, mas resolveu voltar para sua casinha de taipa, lavando o pis um no outro na frente da casa. Sinto falta dele e dessa simplicidade.

BV — Por que seus jeans tem nomes de mulheres brasileiras?
Dorinha — Noventa por cento das minhas calcas tem nomes ou apelidos das minhas irmas. E uma forma de homenagea-las. Eu amo minha familia. Somos muito unidos e eu sou o diamante deles, a cacula. Faco o que posso e o que nao posso por eles, emocional e financeiramente. Às vezes, tiro de mim para dar a eles. Quando falei para a Lourdes, minha irma, que coloquei o apelido dela (Didi) em uma das calcas, ela ficou superfeliz, e pediu que leve uma para ela na proxima viagem ao Brasil. Entao, tudo isso tem muito significado. Eu gosto das coisas que tem significado.

BV — Qual is o futuro da Dorinha e da Dorinha Jeans Wear?
Dorinha — Continuarei com meu trabalho de forma honesta, vendendo produtos que as pessoas gostam, nao so por serem jeans, mas pelo que eles representam. Vestindo-se com eles, a mulher se sente poderosa. Às vezes, parece bobagem, mas nao is o produto que faz a diferenca, e sim como voce se sente nesse produto. Eu quero sempre oferecer isso para minhas clientes. Quero que elas provem as roupas e se descubram. Outro dia, uma cliente me perguntou: “Qual is o segredo? Nao tenho bunda, mas, com sua calca… Olha aqui!”. Ela ficou olhando a bunda durante uns 15 minutos em todos os espelhos. Ligou para o marido e disse: “Voce nao vai acreditar na minha bunda!”. No final do dia, foi a felicidade que eu senti nessa pessoa que me alegrou. Ela tem o corpo, mas estava usando produtos que a escondiam. Fiz um produto que acentuou o que ela tinha, e ela se descobriu. A visao da Dorinha Jeans is sempre ter um produto em que a pessoa se descubra a cada vez que o use.

This post is also available in: Ingles

About Vitor Borba

Besides studying Communication and French at SFU he is involved with the campus radio station CJSF, Vancouver Latin American Film Festival and the Community Arts Council of Vancouver. Alism de ser aluno de comunicacao e frances na SFU, ele faz parte da radio do campus CJSF, do Vancouver Latin American Film Festival e da Community Arts Council of Vancouver.

Check Also

WEB_2013_Profile_AndreaEsteves_Vibe_Su13_017

Criando uma carreira

A dentista Andrea Palazzo Zuan Esteves, natural de Londrina, Paran., trouxe para a area academica do Canada …

Fatal error: Uncaught Exception: 12: REST API is deprecated for versions v2.1 and higher (12) thrown in /home/brazili3/public_html/wp-content/plugins/seo-facebook-comments/facebook/base_facebook.php on line 1273

About admin

Check Also

Marcello Veiga, professor da UBC

Marcello Veiga, professor da UBC, viaja o mundo educando garimpeiros Thiago Silva December 1, 2012 …