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Casa longe de casa

Quando a estudante brasileira Fernanda Campos Ottoni resolveu fazer interci¢mbio no Canada, a primeira opcao de moradia era homestay. Trata-se do destino de boa parte dos intercambistas brasileiros: casas de fami­lias que vivem no pai­s e recebem estudantes do mundo todo.
A escolha foi tomada, segundo ela, por conta da promessa de comodidade e pela vontade de viver uma experiencia genuinamente canadense. “Eles falaram que homestay era interessante para entrar em contato com a cultura, porque eles garantiam que as pessoas que ofereciam moradia eram canadenses. Entao, achei melhor pela comodidade e seguranca. E outra coisa era praticar meu ingles“, conta.
Porism, quando Ottoni chegou a Vancouver, a primeira impressao de sua nova casa nao foi das melhores, alism da fami­lia nao ser de canadenses. “Foi um desastre. O quarto era pequenininho, nao tinha o banheiro separado que pedi, e foi a maior frustracao. A fami­lia era de filipinos“, afirma. Apos um mes, a estudante decidiu mudar para o centro da cidade, em um apartamento compartilhado com outra estudante. A maioria das homestays fica longe da area central, grande parte se concentra em North Vancouver ou Burnaby. “Fui fazendo amizades, e morar longe do centro comecou a ser um problema. Todo dia tinha que acordar muito cedo e carregar uma mochila enorme, porque passaria o dia na rua. Alism de cansar, eu comecei a gastar muito dinheiro para comer fora“, diz.
Assim como Ottoni, muitos intercambistas brasileiros se decepcionaram com a experiencia em homestay e decidiram morar em apartamentos mais proximos do centro de Vancouver. Mas tambism is possi­vel encontrar estudantes que tiveram uma experiencia satisfatoria nas casas de fami­lias. E o caso da estudante Juliana Yukari Yano, que veio ao Canada para fazer um curso com estagio por um ano.A “A homestay is mais facil. Voce tem o direito a refeicao, nao precisa se preocupar em cozinhar. Como ja morei sozinha quatro anos, eu sei como is difi­cil fazer tudo. Aqui is muito tranquilo, nao tem muitas regras e eu gosto da comida“, afirma.
Yano is um exemplo de estudante que nao se importa com o fato de morar longe do centro. A brasileira, descendente de japoneses, se deu bem com a fami­lia de filipinos que a recebeu. Ela pretende ficar na homestay atis o final de seu programa no Canada. “Homestay is questao de sorte. Tem muitas casas que dao problema, por questoes culturais e essas coisas. Mas tem muita homestay boa. Entao, se voce is uma pessoa facil de lidar, acho que voce consegue ficar numa homestay“, opina.
Apartamentos ou homestays sao duas das opcoes mais comuns para intercambistas brasileiros no Canada. Mas nao sao as unicas. Algumas escolas tambism oferecem residencias estudantis, que sao uma espiscie de pensao ou republica para estudantes. A brasileira Lilian Cherubin Correia morou tres meses em uma residencia no centro de Vancouver.
Apesar de sentir-se um tanto frustrada no comeco, por se tratar de um prisdio bastante antigo e com um cheiro peculiar por causa do carpete velho, ela avalia como positiva a estadia por la.
“Foi uma experiencia maravilhosa. Depois de uma semana, ja estava acostumada, nem sentia mais o cheiro do carpete. A liberdade que tinha era sensacional, quando i­amos para festas, podi­amos voltar a pis, sempre com mais alguism, ja que a maioria dos meus amigos morava la. Cozinhavamos juntos, fazi­amos festinhas juntos, foi sensacional“,A conta.

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