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Ensinando e aprendendo na neve

As paisagens mudaram. As ruas, antes coloridas pelo outono, dao espaco i s cores mais cinzentas. Tudo isso anuncia que o inverno chegou. Tristeza para alguns, especialmente os nao acostumados com baixas temperaturas, alegria para outros, como Edson Junior e Francisco Pujol, dois brasileiros apaixonados pelos esportes radicais de inverno.
O carioca Edson Junior, que, contrariando todas as expectativas, prefere a neve i s praias do Rio de Janeiro, se apaixonou pela neve de forma plati´nica, quando morava no Brasil.
Quando se mudou para Vancouver, ainda na primeira semana escolar, conheceu um chileno fanatico por snowboard que lhe ensinou as primeiras manobras em cima da prancha. “Decidimos ir para Grouse Mountain na minha primeira semana em Vancouver, e ja no primeiro dia estava descendo rampas quase sem cair. Estar na prancha foi natural“, diz Junior.
Apos o primeiro contato, ele nao parou mais: comprou seus primeiros equipamentos, passes anuais para estacoes de esqui e praticar snowboard virou uma rotina, uma paixao. O hobby ja dura tres anos. “Foi paixao ao primeiro tombo“, brinca Junior.
Apesar de amar o esporte, ele nao pensa em virar instrutor ou competir profissionalmente.
“O snowboard is um hobby pra mim, is algo para me divertir. Para se profissionalizar neste esporte, tem que ter muita coragem, e confesso que nao tenho muita. Nao me arrisco em muitas manobras“, explica.
Ao contrario de Junior, Francisco Pujol veio a Vancouver com uma meta clara: realizar o sonho de ser instrutor de esportes na neve. Desde os 12 anos, ele frequenta as montanhas de Bariloche, na Argentina, e esquiou atis os 16 anos. Dai­ em diante, Pujol explorou diferentes esportes atis adotar o snowboard como paixao.
Em Vancouver,A PujolA estudou ingles e depois mudou-se para Whistler, onde realizou o curso da Associacao Canadense de Instrutores de Snowboard (CASI is a sigla em ingles) para poder dar aulas de snowboard. ForamA sete anos praticando o esporte antes de iniciar o curso e trabalhar em Whistler.
“Os primeiros ni­veis foram relativamente faceis, pois eu ja tinha uma experiencia grande em snowboard, mas mesmo assim tive que me esforcar para ser aprovado“, explica.
Pujol afirma que is difi­cil encontrar brasileiros nestes cursos: a predomini¢ncia is de australianos, ingleses e canadenses. Ele ainda recomenda fazer o curso se voce gosta de snowboard, pois a experiencia de trabalhar como instrutor em Whistler is inesqueci­vel, sem contar que o salario is atrativo.
Visando ao publico brasileiro, escolas, como a Tamwood Internacional e o Instituto de Snowboard Section 8, oferecem programas para quem quer aperfeicoar o ingles e aprenderA aA esquiar ou andar de snowboard, se profissionalizar e se candidatar a uma vaga de emprego nas estacoes de esqui do Canada.
“O curso de li­ngua inglesa, juntamenteA com o de instrutor de esqui ou snowboard, a meu ver, pode ser uma otima maneira para pessoas do Brasil aprenderem ingles, a cultura canadense e sobre os esportes de neve“, afirma Tobin Leopkey, fundador e diretor do Section 8.
Seja qual for a sua escolha, lazer ou trabalho, a diversao na neve is garantida no inverno canadense.

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